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Perguntas e Respostas em Psicoterapia, Psicanálise, Terapia Cognitivo Comportamental (TCC), Psicoterapia Comportamental, Psicoterapia Analítica

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Terapia Ocupacional    Psicoterapia Cognitivo Comportamental (TCC)    Psicoterapia Comportamental   Psicopedagogia    Bullying    Psicoterapia Junguiana    TraumaP: Olá Doutor, parabéns pelo site tão explicativo. Doutor me trato há 1 ano com psicoterapia e minha psicóloga é contra eu tomar remédio, mas a coisa chegou a tal ponto que já não suporto mais essas crises, então resolvi procurar um psiquiatra, e já fazem dois dias que estou tomando remédios, um deles é o Paroxetina e estou me sentindo melhor. O que a minha psicóloga alega é que minha Síndrome do Pânico é emocional e não um problema nos neurotransmissores. Gostaria de saber e existe essa diferença e se existir quer dizer que enquanto não me curar emocionalmente não vou sarar? Mesmo tomando remédios?

R: O fato de ter origem psicológica ou emocional ou em fatores externos não quer dizer que você não deva tomar remédios. Se fosse assim ninguém tratava infarto, gastrite, úlcera, pressão alta e muitas outras doenças que também têm causas emocionais. É triste ver que ainda existem psicólogas com essas idéias atrasadas. Ainda mais que quando você não tiver mais os sintomas do Pânico aí sim é que vai ter cabeça fria para analisar o que pode e deve ser mudado na sua vida para que o Pânico não volte mais.

 

 

P: Olá eu normalmente não procuro ajuda quando estou no estado em que me encontro talvez por ser jovem e inseguro com tudo principalmente com a opinião das pessoas, tenho 18 anos me encontro em total desespero com relação a minha vida e o rumo que ela pode tomar.... Sempre fui solitário filho único nos últimos anos me isolei apesar de continuar indo a escola continuava me isolando cada vez mais, ate mesmo de meus familiares creio que possa a vir me torna um "NEET" "not in education, employment or training" tenho medo de sair de casa, medo de decepcionar a minha mãe e a todos a única saída que encontro e me esconder por trás da minha solidão. Tenho medo de não conseguir ser alguém de continuar assim. Não sei oq fazer vivo assim com esse medo e tristeza e decepção me ajudem, acordar todos os dias com sentimento de fracasso e como se eu já tivesse desistido da vida. E isso......obrigado!!!!

R: procure um bom psicoterapeuta aí em Belo Horizonte, mas desses que entendem de medicamentos e não venham com o chavão ultrapassado de "ser contra remédio". Ele te ajudará a sair dessa situação e se necessário pedirá para um psiquiatra te medicar.

P: Boa noite, eu estou em tratamento de depressão desde junho/2007, perdi meu pai em abril, comecei a me tratar com ZETRON, durante em tempo este medicamento fez efeito, depois comecei a tomar manipulado, só que o efeito não foi o mesmo, por orientação do médico comecei a tomar outra medicação junto, não recordo o nome, e que durante um tempo fizeram efeito, então ele recomendou que eu experimentasse a VELANFAXINA (Efexor), por 14 dias, par ver o resultado, foi um desastre, todas as reações adversas possíveis, hoje voltei ao consultório e ele mudou a medicação, suspendeu a Venlanfaxina, Zetron (Bupropiona), e me receitou o CLORIDRATO DE DULOXETINA, estou lendo a bula e não consigo entender muito bem como funciona, será que vocês poderiam me esclarecer????

R: Priscila, Duloxetina é o Cymbalta, muito bom, mesmo mecanismo de ação que o Efexor (Venlafaxina), o que nao quer dizer que terá os mesmos efeitos colaterais. Mas uma depressao que começa depois de uma perda tão importante às vezes pode ser tratada com psicoterapia, ainda mais se vc é tão sensível aos efeitos colaterais dos remédios.

P: Tenho transtorno Afetivo bipolar faço tratamento há 3 anos, neste período tive uma recaída mais logo percebi e comuniquei meu médico, atualmente faço uso de Melleril 25 mg e Sertralina 50ng me sinto bem com essas medicação não tive mais recaídas, to afastada do serviço pretendo voltar a trabalhar, to um pouco insegura ,gostaria de saber se isso e normal?? pois so de imaginar que tenho que provar pra outras pessoa que estou bem e também vc acaba sento observado pelas as pessoas ao seu redor fico com medo de enfrentar isto, essa medicação que estou fazendo uso ajuda a estabilizar?? e indica pra minha patologia? Pois sei que o transtorno não tem cura

R: Melleril é um remédio muito antigo e eficaz, que não se usa mais muito. Não porque não seja bom, mas porque as pessoas queixavam de ganho de peso e de queda de libido Com relação a essa sua insegurança, esse é um dos motivos por que a psicoterapia é tão importante em muitas doenças psiquiátricas. Nesses casos a psicoterapia é útil não para "descobrir as causas" nem para acabar com os sintomas (quem faz isso é o medicamento), mas para ajudar a pessoa a diferenciar o que é insegurança, tristeza normal, chateação, cisma, de depressão, de delírio persecutório, etc. etc.

P: Aos 8 anos de idade, ainda uma criança eu fui abusada sexualmente. Meus pais sempre me trataram com muito amor e carinho. Tanto é, que por segurança me colocaram em um colégio particular para inibir qualquer problema que poderia ocorrer. Eles não tinham condições de sobra para tanto, mas batalharam muito para poder dar-me um estudo digno.

Sempre freqüentávamos (eu, meu irmão e primos) a casa de meus tios. Eram duas pessoas, não tinham filhos e viviam sozinhos. Morávamos perto, então visitávamos com freqüência a casa deles. Meu tio sempre brincava conosco de esconde-esconde, pega-pega, e em muitas brincadeiras ele se deitava, nós subíamos em cima dele (inclusive tenho até uma foto assim). Para mim, era tudo normal. Em 1985, com 8 anos de idade, em uma dessas brincadeiras, no andar de cima da casa dele, meu tio fui corria atrás de todos nós. Enquanto meu irmãos e primos escondiam-se no quarto de casal deles, ele correu na minha direção no quarto oposto e eu caí na cama e assim ele foi pra cima de mim e alí iniciou o começo de tudo. Foi rápido. Lembro-me como se fosse hoje. Lembro que doía muito, mas achava que era normal, sei lá... sinceramente, nem sei o que passava na cabeça. Foram mais alguns dias nessa tormenta. Comecei a sentir medo de ir lá e quando ia tentava ficar perto dos meus primos e irmão para não acontecer de novo.

Lembro-me quando meu pai levava eu e meu irmão para andar de bicicleta eu sentia muita dor. Mas mantive o silêncio. Mesmo sem conhecimento e ainda criança, acreditava a cada dia que aquela atitude dele não seria correta. Mas tinha medo de contar aos meus pais com medo deles brigarem, criarem alguma confusão em família. O melhor seria manter comigo este segredo.

Fiz uma experiência, caso minha mãe mantivesse o silêncio eu contaria tudo pra ela. Então, contei que meu primo (mesma idade) passou a mão nas minhas nádegas.... Éramos crianças e ao meu ver não havia malícia nesta brincadeira. Mas de supetão, acredito que também para ela foi um choque, ela comentou com toda família o que criou um clima extremamente desagradável. Minha mãe não tinha muita paciência e temendo-a, escondi minha dor. Decidi então não contar jamais a ninguém. Guardei pra mim por quinze anos só comigo. Depois, em um momento difícil da minha vida me abri com um amigo, quase irmão. Depois de mais alguns anos, falei para uma grande amiga e atualmente contei ao meu irmão. Hoje tenho trinta anos.

Confesso que de início, só doeu no corpo. As dores da alma e da mente originaram-se com o passar do tempo. Guardei este segredo por 15 anos. Entrei em crise e acredito que devo ter tido uma depressão.

As pessoas não souberam o que aconteceu comigo. Até porque era uma coisa do passado. A situação ficou insustentável. Minha vida tornou-se um inferno. Eu tento mostrar que sou feliz, ou melhor, me ligo às pessoas que são importantes pra mim como meus pais, minha família, meu noivo. Mas muitas vezes vem a tona e eu acabo me destruindo com o meu passado. Meu noivo não sabe disso e temo em contar-lhe, não sabendo qual seria a sua reação.

Analisando hoje, de forma adulta, percebo todos os erros que foram cometidos em relação a minha segurança, na época do ocorrido. E depois, os novos erros, na época em que surtei com este segredo. Fui uma adolescente amarga.

Tenho sonhos que foram destruídos por um canalha que me fez sofrer estes anos todos. Sonhos que foram parcialmente destruídos por eu sustentar esse segredo. Me culpo por ter deixado minha tia morrer sem sequer saber dos atos do homem com quem ela casou-se. Sonhos que aborto, cada vez que entro em parafusos. Quero esclarecer que não sou louca. Só fico muito desiludida com minha solidão e as vezes faço coisas que as pessoas acham errada. Às vezes eu não acho. As vezes fico muito triste e choro sozinha. Tem dias que preferia estar morta. Digo uma coisa: o estupro mata. Eu sou uma morta viva. Sinto-me morta sempre que olho para o espelho. Evito este inimigo, que mostra dentro de minha alma. Dele não consigo esquecer minha tristeza.

Hoje tomei coragem e vou iniciar uma terapia psiquiátrica. Vou acreditar que dará certo. Gostaria de saber se eu devo ou não contar ao meu noivo. Tenho medo, muito medo de tudo.

R: No decorrer dessa terapia (que você fez muito bem em começar), você vai concluir se deve contar para seu noivo.

P: Preciso de ajuda ! Tenho uma bebezinha de três meses, nasceu com 36 semanas devido a pre eclâmpsia, aproximadamente 10 dias atrás meu marido resolveu pedir separação ! pegou as coisas e foi embora, apesar da dificuldade em pilotar este avião sozinha tenho tentado transmitir para minha pequena boas coisas, não esta sendo fácil, tem sido muito desgastante, sinto os sintomas da depressão, falta de apetite, dores no estômago, tristeza, desânimo, infelicidade, existe medicamento que ajude a amenizar estes sintomas, sem que interfira na amamentação ? Afinal, não posso falhar com minha pequena ! Obrigada pela por manter esta porta aberta ! Abraço

R: Vc. deve consultar um psiquiatra para ser corretamente diagnosticada e orientada. Existe antidepressivos que não interferem na amamentação. Quanto à situação de seu relacionamento conjugal sugiro que faça uma psicoterapia para discutir qual o melhor caminho a seguir. Estamos à disposição. Dr. Juarez Lopes Neto

P: Oi, gostaria de saber se é normal ou é caso patológico, ter ciúmes em exagero. Tenho inúmeras manias, de limpeza, de reparar em tudo, detalhista, imaginar que o parceiro está traindo e disso fazer um inferno, desconfiar de tudo, sempre estar ligada nos passos das pessoas pra saber o que estão fazendo, costumo fazer a mesma perguntas trilhões de vezes. Entre mil outros costumes. Não sei se tenho depressão às vezes. Todo mundo que me conhece diz que minhas atitudes não são normais, sou bem falante e elétrica. Preciso saber se preciso de tratamento. 

R: Normal, normal, vc não acha que isso é, senão não estaria escrevendo, certo ? :-) Se vc está sofrendo com tudo isso, porque não se tratar ? 

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